Já reparou na peça que conecta todos os componentes internos do gabinete do computador: a placa-mãe, ela permite que todas as partes de seu computador recebam energia e comuniquem-se entre si. As placas-mãe evoluíram bastante nos últimos vinte anos. As primeiras placas tinham poucos componentes funcionais. A placa-mãe do primeiro IBM PC tinha somente um processador e slots. Os usuários conectavam componentes como controladoras de discos rígidos e memória nos slots. Hoje, as placas-mãe ostentam uma variedade de itens embutidos nela que afetam diretamente a capacidade e potencial de atualizações do computador.
Uma placa-mãe moderna
O computador logicamente precisa ter uma placa-mãe para funcionar. Sua principal função é abrigar o chip do microprocessador do computador e permitir que tudo se conecte a ele. Tudo o que faz o computador melhorar sua performance faz parte da placa-mãe ou se conecta nela via um slot ou uma porta.
O formato e o desenho de uma placa-mãe é chamado de tamanho físico. O tamanho físico influi onde os componentes devem se encaixar e na forma do gabinete. Existem milhares de tamanhos físicos específicos que as placas-mãe usam para que possam se encaixar dentro de gabinetes padrão. Para uma comparação de tamanhos físicos, passado e presente, veja esse site (em inglês) Motherboards.org.
Atualmente, é possível encontrar tanto placas no formato AT, formato que vêm sendo utilizado desde os primeiros PCs, quanto no formato ATX, o mais atual. Os dois padrões diferenciam-se basicamente pelo tamanho: as placas ATX são bem maiores, permitindo uma disposição melhor dos componentes, evitando que fiquem amontoados. Os gabinetes para placas ATX também são maiores, melhorando a ventilação e a montagem e o próprio funcionamento do botão liga-desliga num gabinete ATX também é diferente.
Outra vantagem é que nas placas ATX, as portas seriais e paralelas, assim como conectores para o teclado, portas USB e PS/2, formam um painel na parte traseira da placa, eliminando a tarefa de conectá-las à parte de trás do gabinete através de cabos e minimizando problemas de mau contanto. Algumas placas com som e rede onboard também trazem no painel os conectores para estes periféricos.
Além do formato ATX tradicional, existem duas variações, chamadas de micro-ATX e WATX (ou Wide ATX). Estas duas variações diferem do ATX original apenas no tamanho. O micro-ATX é um formato menor de placa mãe, mais ou menos do tamanho de uma placa mãe AT. Como estas placas em geral incluem poucos componentes, acaba saindo mais barato produzi-las num formato menor. As placas mãe micro-ATX podem ser usadas sem problemas em gabinetes ATX convencionais.
O formato WATX, por sua vez, é usado em placas mãe destinadas a servidores; em geral as com encaixes para dois ou quatro processadores e para vários módulos de memória. Por possuírem muitos componentes, estas placas são bem maiores que as ATX normais, podendo ser acopladas apenas a gabinetes WATX.
O tamanho físico é somente um de muitos padrões que se aplicam às placas-mãe. Alguns outros são:
- o soquete para o microprocessador determina que tipo de Unidade Central de Processamento (CPU) a placa-mãe usa;
- o chipset faz parte do sistema lógico da placa-mãe e é geralmente feito de duas partes: a ponte norte e a ponte sul. Essas duas “pontes” conectam a CPU a outras partes do computador;
- o chip da memória BIOS (Basic Input/Output System) controla a maioria das funções básicas do computador e realiza um auto-teste toda vez que você o liga. Alguns sistemas tem BIOS duplas, que fornecem um backup no caso de um deles falhar ou no caso de erro durante a atualização;
- o chip do relógio de tempo real é um chip que funciona operado por bateria (em inglês) e mantém as configurações e o tempo (data/hora) do sistema.
Slots e entradas da placa-mãe:
Algumas placas-mãe também têm novos avanços tecnológicos:
- RAID (Redundant Array of Independent Discs) permitem que o computador reconheça diversos discos rígidos como sendo um único;
- PCI Express é um novo protocolo que atua mais como uma rede do que um barramento. Ele pode eliminar a necessidade de outras portas, até extinguindo a porta AGP;
- ao invés de placas plug-ins, algumas placas-mãe já vem com som, vídeo e rede embutidos ou outros periféricos.
Saquetes e CPUs
A CPU é a primeira coisa que vêm em mente quando muitas pessoas pensam sobre a velocidade e performance de um computador. Quanto mais rápido é o processador, mais rápido o computador consegue “pensar”. Antigamente, todos os processadores tinham o mesmo conjunto de pinos que conectavam a CPU à placa-mãe, chamado de Pin Grid Array (PGA). Esses pinos se encaixavam em um soquete conhecido como Soquete 7. Isso significa que qualquer processador se encaixava em qualquer placa-mãe.
Hoje, contudo, os fabricantes de CPU, Intel e ADM, usam uma variedade de PGAs, onde nenhum se encaixa no Soquete 7. Enquanto os microprocessadores avançam, eles precisam de mais pinos para lidar com novas características e também com o intuito de fornecer mais energia para o chip.
As configurações atuais do soquete são nomeadas de acordo com os números de pinos no PGA. Os mais comuns são:
- soquete 478 – para processadores Pentium e Celerom mais antigos;
- soquete 754 – para processadores AMD Sempron e alguns processadores AMD Athlon;
- soquete 939 – para processadores AMD Athlon mais recentes e mais rápidos
- soquete AM2 – para os mais novos processadores AMD Athlon;
- soquete A – para processadores AMD Athlon mais antigos.
A mais nova CPU da Intel não tem PGA. Ao invés disso, ela tem um LGA também conhecido como soquete T. LGA que quer dizer Land Grid Array. Um LGA é diferente de um PGA, pois os pinos fazem parte do soquete e não da CPU.
Qualquer pessoa que já tiver uma CPU específica em mente, deve escolher uma placa-mãe baseada naquela CPU. Por exemplo, se você quer usar um dos novos chips feitos pela Intel ou AMD, deve selecionar uma placa-mãe com o soquete correto para aqueles chips. As CPUs não vão se encaixar em soquetes que não combinam com seus PGAs.
A ponte norte se conecta diretamente ao processador via barramento frontal (FSB- Front Side Bus), também conhecido como barramento externo. Um controlador de memória está localizado na ponte norte, onde a CPU consegue um acesso rápido à memória. A ponte norte também se conecta ao AGP ou ao barramento PCI Express e à própria memória.
A ponte sul é mais lenta do que a ponte norte, e a informação da CPU tem que ir pela ponte norte antes de chegar à ponte sul. Outros barramentos se conectam à ponte sul ao barramento PCI, às portas USB e às conexões de dísco rígido IDE ou SATA.
As seleções de chipset e CPU caminham juntas, porque os fabricantes otimizam os chipsets para funcionarem em específicas CPUs. O chipset é uma parte integrada da placa-mãe e não deve ser removido ou atualizado. Isso significa que os soquetes das placas-mãe não têm somente que se encaixar à CPU. Os chipsets das placas-mãe tem que funcionar de forma otimizada com a CPU.
Escolhendo uma Placa-Mãe
Baseando-se numa pesquisa de uma placa mãe boa,atual, com suporte a novas tecnologias e bom custo beneficio eu escolheria esta:
GA-VM900M
Placa mãe para Intel Core2 Duo / Pentium D / Pentium 4 processor,
Chipset VIA P4M900 e 8237S
Socket LGA 775, Suporta FSB 1066 / 800 / 533 MHz,
Integrated Chrome IGP Graphic Engine,
DDR2 533 / 667, PCI-Express x16 (até 4GB),
SATA integrado c\ RAID function,
Incorpora 8 canais de Audio de Alta Definição,
Supporta Microsoft Windows VISTA.
Garantia: 180 dias
Da fabricante Gigabyte (http://www.giga-byte.com/ ) por R$ 121,90
Agora se dinheiro num for o problema a escolha seria:
D946GZISSL
Placa mãe soquete LGA 775 suporta Intel Core2 Duo,
Intel Pentium D, Intel Pentium 4 e Intel Celeron D,
FSB 1066/800/533 MHz,
Chipset Intel 946GZ,
formato microATX,
memória máxima de 4 GB, DDR2 667/533 MHz,
áudio de 5.1 canais, rede 10/100 Intel 82562G, vídeo Intel Graphics Media Accelerator 3000 (Intel GMA 3000),
SATA, PATA,
2 slots PCI, 1 PCI Express x16, 1 PCI Express x1.
Garantia: 3 anos
Da fabricante Intel ( http://www.intel.com/ ) por R$ 345,00 (internet)