
Sony e Microsoft sentem o choque
Outubro 11, 2007O jornal inglês “Financial Times” anuciou: o Wii da Nintendo acabava de se tornar líder entre os consoles atuais com mais de 11,5 milhões de unidades vendidas, logo atrás vinha o XBOX 360 da Microsoft com 11 milhões e bem atrás o Playstation 3 com 4,5 milhões. O que explica essa diferença pode ser a Sony ter lançado tecnologia de ponta, com isso o PS3 custa pelo menos o dobro do Wii, e ainda tem ofericido poucos jogos. Tudo gera um efeito bola de neve que torna o futuro do console incerto, com vendas baixas há pouco incentivo para criação de jogos e vice-versa. Uma revisão do joystick, chamada Dual Shock 3, acaba de ser anunciada no Japão, trazendo o efeito “rumble” de volta, ele havia acabado mas os consumidores encararam mal essa idéia. E diversos jogos do PS3 simplesmente têm ignorado outra tecnologia, o sensor de movimentos, ou o implementado com resultados questionáveis, como Lair, um dos jogos mais divulgados do console.
Apenas o Xbox 360 parece seguir bem e esta nos rumos planejados pela Microsoft, tendo conquistado um público cativo entre os jogadores hardcore. No entanto, continua atrás do Wii. Jogos como Guitar Hero, o acessório EyeToy e outros títulos para ambos o PS3 e o Xbox 360 prometem manter esses consoles na corrida em busca de novos jogadores e a expansão do mercado.
Mas especialistas na área dão como certo que, na próxima geração de consoles de videogame, as inovações introduzidas pela Nintendo serão assimiladas e desenvolvidas pelos concorrentes, e o seu foco no público casual será o fator responsável pela maior parte do crescimento da indústria.
TECNOLOGIAS POR TRÁS DO WIIMOTE NÃO SÃO NOVAS
O Wiimote emprega duas tecnologias diferentes para suas funcionalidades: acelerômetros ( sensores que detectam a direção e a velocidade do movimento que o jogador faz com o controle) e receptores infravermelhos, que usados em conjunto com a barra colocada sobre a TV (na verdade um emissor infravermelho, e não um sensor), permitem que o jogador use o Wiimote como cursor na tela. Ambas as tecnologias já eram tradicionais em outras indústrias, mas a Nintendo que teve a iniciativa de trazê-las para os videogames, e com isso reinventando os joysticks.
Segundo Maurício Oscar Perez Lisboa, pesquisador da Escola Politécnica da USP, os acelerômetros já eram bastante usados em carros, como sensores que indicam o momento de disparar os airbags. A partir de 1998 eles se tornaram cada vez mais baratos e miniaturizados, possibilitando seu uso em outras aplicações. Em 2006, antes do lançamento do Wii, um grupo de alunos do curso de Engenharia Elétrica da própria Poli desenvolveu uma bateria virtual que funciona sem pratos nem tambores: acelerômetros instalados nas baquetas detectam seus movimentos e os enviam para um computador, que produz os sons.